Por meio de diálogos entre as comunidades atingidas e investidores que buscam processos mais responsáveis e sustentáveis, duas pessoas atingidas pelas barragens da Samarco, Vale e BHP Billiton estão na Inglaterra para denunciar as consequências dos crimes. Mônica Santos e Marcela Rodrigues participam hoje (4) do painel "Update on the Investor Tailing Dams Iniciative" (em português: "Atualizações sobre a iniciativa dos investidores sobre barragens de mineração"), na Conferência 2019 do Local Authority Pension Fund, em Bournemouth.
O objetivo das atingidas é denunciar o crime decorrente do rompimento das barragens de Fundão, em Mariana (MG) em 2015, e de Córrego do Feijão, em Brumadinho Mg) em 2019. Assim como relatar as falhas e injustiças que continuam acontecendo nos processos de reparação dos danos causados.
Agenda
Mônica e Marcela participaram, na segunda (2), de uma reunião com a London Mining Network, a articulação local contra a mineração. Ao longo dessa semana, elas participam ainda de uma série de agendas com investidores do setor minerário e outras organizações da sociedade civil para denunciar as violações do modelo minerário em Minas Gerais.
As atividades são realizadas a partir de iniciativa da Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais em articulação com o Business and Human Rights Resource Centre, a Rede Igrejas e Mineração, o Movimento Águas e Serras de Casa Branca, a Comissão de Atingidos pelo Rompimento da Barragem de Fundão em Mariana (CABF) e a Conectas Direitos Humanos, com o apoio da Ford Foundation.
*Com informações da Cáritas Minas Gerais
Edição: Elis Almeida